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May 2026

Fallen Angels

Fallen Angels

Fallen Angels não é um filme fácil de explicar ele é mais sensação do que história. O Wong Kar-wai cria um universo caótico, solitário e ao mesmo tempo absurdamente íntimo, onde os personagens parecem sempre deslocados, vivendo à margem de tudo. Cada um carrega sua própria solidão, e o filme não tenta resolver isso só te faz sentir. As conexões aqui são estranhas, quase desconfortáveis, mas muito humanas. É sobre pessoas que querem se aproximar, mas não sabem como. Que sentem muito, mas não conseguem expressar. Visualmente, é hipnótico. A câmera inquieta, os ângulos distorcidos e as luzes de Hong Kong dão essa sensação de mundo acelerado demais pra quem tá perdido dentro dele. Adorei a forma como o filme retrata a solidão e como as pessoas mudam a forma como você é se sente em relação à vida e sua perspectiva sobre ela como um todo. Além disso, o relacionamento do He-Zhiwu com o pai foi um dos meus elementos favoritos do filme. E que cinematografia e estética visual linda. Não é um filme pra todo mundo. Às vezes parece confuso, até distante emocionalmente. Mas se você entra na vibe, ele te pega de um jeito único. (a cena dele todo ensanguentado e fumando pqp)

3Sun
Soulmate

Soulmate

Soulmate é aquele tipo de filme que não tenta te impressionar ele só vai acontecendo… e quando você percebe, já te atravessou. A história acompanha duas amigas ao longo dos anos, mostrando como algumas conexões são intensas demais pra caber em rótulos simples. Não é só amizade, não é só amor é algo no meio, algo que muda, cresce e às vezes machuca. O mais bonito é como o filme trata o tempo: encontros, desencontros, escolhas que afastam e aproximam de novo. Nada ali parece exagerado, tudo soa muito real, como se você estivesse assistindo pedaços da vida de alguém. Também tem uma melancolia constante, aquela sensação de que nem todo sentimento encontra o momento certo pra existir. E isso pesa, mas de um jeito silencioso. As protagonistas carregam tudo com muita naturalidade, fazendo você entender cada decisão, mesmo quando dói. No fim, Soulmate não é sobre ficar é sobre marcar. Sobre aquelas pessoas que passam pela sua vida e deixam algo que nunca vai embora. E é esse tipo de história que continua com você, mesmo depois que acaba.

1Fri
Man in Love

Man in Love

Man in Love não é só um romance é uma pancada emocional disfarçada de história simples. O filme pega um protagonista que, à primeira vista, parece impossível de gostar... e vai desconstruindo ele aos poucos, mostrando que por trás da dureza existe alguém que nunca aprendeu a amar direito. E quando esse amor finalmente aparece, não vem limpo ou perfeito vem urgente, bagunçado e intenso. O que mais impacta é que a transformação dele não é idealizada. É cheia de erros, tentativas e pequenos gestos que vão ganhando significado. Isso deixa tudo muito mais real, muito mais numano. A relação central carrega um peso constante, como se o tempo estivesse sempre escapando. E é justamente isso que faz cada momento importar mais cada escolha, cada silêncio, cada demonstração de carinho. Também é impossível ignorar como o filme trabalha a vulnerabilidade masculina de forma honesta, sem romantizar demais, mas também sem esconder o quanto amar pode mudar alguém por completo. No fim, Man in Love é sobre um amor que chega de forma inesperada... e muda tudo, mesmo quando não há tempo suficiente. E é o tipo de filme que fica com você depois que acaba meio dolorido, meio bonito, completamente inesquecível.

1Fri
Your Eyes Tell

Your Eyes Tell

Your Eyes Tell é aquele tipo de romance que vem silencioso, mas quando você percebe já te desmontou inteiro. O filme trabalha muito bem a ideia de conexão além do que é visível. A Kaori, mesmo sem enxergar, enxerga o mundo com uma sensibilidade que falta em muita gente e o Rui, carregando culpa e dor, encontra nela um motivo pra tentar se reconectar com a vida. O empoderamento aqui não é sobre força no sentido óbvio, mas sobre continuar seguindo apesar das perdas. A Kaori não é retratada como alguém "frágil", e sim como alguém que sente profundamente e ainda assim escolhe viver com leveza. E a trilha sonora merece um destaque à parte principalmente a música Your Eyes Tell, escrita pelo Jungkook do BTS. A canção carrega exatamente o sentimento do filme: é delicada, melancólica e vai crescendo de um jeito que parece traduzir tudo que os personagens não conseguem dizer. Ao mesmo tempo, o filme não foge do drama ele abraça mesmo. Tem sofrimento, passado pesado e aquele destino meio cruel que o cinema japonês costuma explorar tão bem. Pode até parecer exagerado em alguns momentos, mas a emoção é sincera o suficiente pra te prender. No fim, Your Eyes Tell é sobre amor como redenção. Sobre como alguém pode te dar um novo sentido, mesmo quando você acha que já perdeu tudo.

1Fri
The Notebook

The Notebook

Diário de uma Paixão é aquele tipo de filme que poderia ser só mais um romance clichê... mas acaba sendo muito mais sobre o tempo, as escolhas e o quanto amar alguém também é resistir. A história do Noah e da Allie atravessa anos, diferenças sociais e até a própria memória e é aí que o filme ganha força. Não é só sobre se apaixonar, é sobre continuar escolhendo a mesma pessoa, mesmo quando tudo muda. Tem um lado bem idealizado, claro, quase como se o amor fosse capaz de vencer qualquer coisa. Mas ao mesmo tempo, o filme acerta ao mostrar que amar também dói, exige paciência e, principalmente, persistência. O que mais pega é a forma como o romance é contado: não só no auge da paixão jovem, mas também na velhice, quando o amor vira cuidado, lembrança e presença. É bonito de um jeito simples, sem precisar complicar. Talvez não seja o filme mais realista do mundo, mas é exatamente esse exagero emocional que faz ele marcar tanto. No fim, Diário de uma Paixão é sobre um amor que não desiste. E isso, gostando ou não, ainda mexe com qualquer um.

1Fri
About Time

About Time

Questão de Tempo tem uma das ideias mais bonitas possíveis: poder voltar no tempo pra consertar a vida. Mas, no fim, ele acaba sendo muito mais sobre aceitar o presente do que mudar o passado. O filme começa quase como uma comédia romântica leve, meio despretensiosa, e aos poucos vai revelando camadas mais emocionais principalmente quando entra na relação familiar, que acaba sendo até mais forte do que o romance em si. O protagonista usa o poder de um jeito bem humano: errando, tentando de novo, ajustando detalhes. E isso é interessante, porque mostra que mesmo com “controle”, a vida nunca fica perfeita. Ao mesmo tempo, o filme pode soar meio idealizado demais em alguns momentos, como se tudo sempre se resolvesse de forma conveniente. Isso tira um pouco do impacto, principalmente quando comparado ao peso emocional que ele tenta construir depois. Mas quando acerta, acerta muito especialmente na mensagem final sobre valorizar os dias comuns, aqueles que a gente normalmente deixaria passar batido. No fim, Questão de Tempo não é sobre mudar tudo… é sobre aprender a viver melhor com o que você já tem. E mesmo com seus tropeços, deixa uma sensação boa meio melancólica, meio reconfortante.

1Fri
Dead Poets Society

Dead Poets Society

Sociedade dos Poetas Mortos não é só um filme é aquele tipo de história que muda a forma como você enxerga a vida, mesmo que um pouquinho. O professor Keating chega como um sopro de liberdade em um ambiente sufocante, mostrando que pensar por conta própria já é um ato de coragem. E o mais forte é que ele não ensina só literatura ele ensina a sentir, a questionar e a viver com propósito. “Carpe diem” aqui não soa clichê. Pelo contrário, vira quase um aviso: o tempo passa, e deixar de ser quem você quer por medo ou pressão pode custar muito caro. Cada aluno representa um conflito diferente entre expectativa e desejo, e é impossível não se ver em algum deles. O filme constrói tudo com calma, o que faz o impacto emocional vir ainda mais forte quando chega. E quando chega… não tem como sair ileso. No fim, Sociedade dos Poetas Mortos é sobre encontrar sua própria voz em um mundo que insiste em falar por você. E é o tipo de filme que não acaba nos créditos ele fica na sua cabeça, te cutucando, te fazendo pensar, te lembrando de viver de verdade.

1Fri
Pride & Prejudice

Pride & Prejudice

Orgulho e Preconceito é aquele clássico que parece só um romance de época... mas, no fundo, é muito mais sobre escolhas, orgulho e autoconhecimento. A Elizabeth Bennet carrega o filme com uma presença forte e cheia de personalidade. Ela não aceita se casar por conveniência e deixa claro que respeito e admiração vêm antes de qualquer sentimento o que, pra época, já soa como um tipo de empoderamento bem significativo. O Mr. Darcy começa como alguém difícil de engolir, mas o desenvolvimento dele é justamente o que sustenta a história. Ver ele reconhecer seus próprios erros e mudar aos poucos torna o romance mais interessante do que perfeito. Ainda assim, o filme pode parecer lento em alguns momentos, principalmente pra quem não curte tanto esse estilo mais contemplativo. Mas é justamente esse ritmo que dá espaço pros sentimentos crescerem de forma mais natural. No fim, Orgulho e Preconceito não é sobre um amor imediato é sobre um amor que aprende, erra e evolui. E mesmo não sendo perfeito, continua sendo o tipo de história que atravessa o tempo.

1Fri
Better Days

Better Days

Better Days não é um filme fácil e nem tenta ser. É pesado, desconfortável e, ao mesmo tempo, extremamente necessário. A história mergulha no bullying e na pressão absurda que jovens enfrentam, mostrando como esse ambiente pode destruir alguém aos poucos. A Chen Nian é o centro disso tudo: uma protagonista silenciosa, mas incrivelmente forte, que só quer sobreviver a um sistema que parece indiferente à dor dela. O relacionamento com o Xiao Bei é o coração do filme, mas não de um jeito romantizado. É mais sobre proteção do que sobre romance duas pessoas quebradas tentando, do jeito que dá, encontrar algum tipo de segurança uma na outra. O empoderamento aqui não vem de grandes discursos, mas da resistência. De continuar existindo mesmo quando tudo empurra você pra baixo. E isso torna tudo ainda mais impactante. Visualmente, o filme também pesa: câmera próxima, quase sufocante, fazendo você sentir cada momento junto com os personagens. No fim, Better Days não te deixa confortável ele te obriga a olhar pra uma realidade dura que muita gente prefere ignorar. E talvez seja exatamente por isso que ele é tão marcante.

1Fri
Little Women

Little Women

Little Women não é só mais uma adaptação de época é praticamente um manifesto delicado sobre o que significa ser mulher em um mundo que insiste em te encaixar. A Greta Gerwig pega uma história do século XIX e transforma em algo absurdamente atual, principalmente quando mostra que o “empoderamento” não é uma coisa só. Cada irmã March representa uma forma diferente de existir: a ambição artística da Jo, o desejo por estabilidade da Meg, a sensibilidade da Beth e a busca por reconhecimento da Amy. Nenhuma delas está errada e esse é o ponto. O filme deixa claro que, historicamente, mulheres foram ensinadas a escolher entre amor, carreira e independência. Aqui, essas escolhas são questionadas o tempo todo. A própria Jo luta para ser levada a sério como escritora em um mercado dominado por homens, mostrando como talento feminino muitas vezes precisa negociar com expectativas sociais para existir. O mais forte é que o empoderamento não vem em discursos óbvios, mas nas pequenas decisões: escrever, dizer não, escolher um caminho próprio. É um filme que entende que mulheres são complexas, cheias de desejos contraditórios e não personagens limitadas a romance ou casamento. No fim, Little Women não quer te dizer como uma mulher deve ser. Ele te mostra que existem várias formas de ser e todas são válidas.

1Fri
Train to Busan

Train to Busan

É raro encontrar um filme que equilibre tão bem o bloqueio de adrenalina com o soco no estômago emocional. Train to Busan não é apenas o melhor filme de zumbi da última década; é uma aula de como utilizar o gênero para dissecar a natureza humana sob pressão. O que torna essa experiência um 5/5 não é o gore ou o design das criaturas que, por sinal, é impecável com aquela movimentação espasmódica e frenética mas sim o microcosmo social que Yeon Sang-ho constrói dentro dos vagões. O trem vira um laboratório de ética: de um lado, o individualismo corporativo e o egoísmo destrutivo; do outro, a descoberta da empatia e do sacrifício coletivo. A jornada do Seok-woo é escrita com uma precisão cirúrgica. Ele começa como um protagonista difícil de gostar, mas a transformação dele através dos olhos da filha, Soo-an, é o que dá alma ao filme. E claro, temos Ma Dong-seok entregando um dos personagens mais carismáticos da história do cinema de ação coreano, o equilíbrio perfeito entre força bruta e coração.

1Fri
Chainsaw Man - The Movie: Reze Arc

Chainsaw Man - The Movie: Reze Arc

Adaptar o arco da Reze como um filme foi a decisão mais acertada que poderiam ter tomado. Se a primeira temporada do anime serviu para apresentar o mundo, este filme serve para nos lembrar que, no fundo, Chainsaw Man é uma história sobre a carência e a busca por conexão humana. O que mais impressiona aqui é a direção de arte. A atmosfera de "romance noir" nos encontros noturnos entre Denji e Reze é palpável. O uso das cores e das sombras cria uma melancolia que você quase consegue sentir o cheiro da chuva e do café.

1Fri

April 2026

Parasite

Parasite

Bong Joon-ho entrega uma aula de direção e roteiro onde cada degrau de escada e cada centímetro de vidro têm um significado. O que começa como uma comédia de erros afiada se transforma, quase sem que percebamos, em um thriller claustrofóbico e, por fim, em uma tragédia inevitável. A metáfora do "cheiro" é o golpe mais baixo e brilhante do filme, a única coisa que o dinheiro não consegue mascarar é a desigualdade estrutural. E a cinematografia usa as linhas e os níveis para mostrar que, no final das contas, a ascensão social é apenas uma ilusão de ótica. Não é apenas um filme sobre pobres contra ricos, mas sobre como o sistema faz com que os despossuídos lutem entre si pelas migalhas. Cinema em seu estado mais puro e necessário.

29Wed
Broker

Broker

Kore-eda olhou para o conceito de vender bebês no mercado negro e decidiu que ia transformar isso no filme mais reconfortante e humano. Às vezes, a família que você precisa é apenas um grupo de estranhos em uma van caindo aos pedaços fugindo da polícia.
A cena do "obrigado por você ter nascido" me destruiu... Um filme sobre como o amor pode surgir nos lugares mais improváveis e ilegais.

29Wed
The Secret Agent

The Secret Agent

O filme constrói uma paranoia lenta, quase sufocante, mas o que realmente eleva a experiência é o ato final. Kleber soube como ninguém transformar o silêncio em um grito político. Eu estava achando o ritmo um pouco arrastado em alguns momentos, mas os últimos 20 minutos justificam cada segundo de espera. É um desfecho corajoso, seco e que ressignifica todo o cansaço do Marcelo até ali. É um filme que exige paciência, mas recompensa com texturas.

29Wed
Frankenstein

Frankenstein

O verdadeiro terror desse filme é a arrogância de um homen que negligência a sua própria criação.
A criatura só queria entender por que existia e buscava conexão em um mundo que só enxergava sua aparência. Você consegue sentir o peso da existência de um ser que não pediu para nascer e que é rejeitado por seu próprio criador. A cinematografia utiliza muito bem as sombras para refletir o estado psicológico de Victor Frankenstein e sua obsessão que beira a loucura. Embora o ritmo em certos pontos se desvie um pouco da urgência narrativa, o clímax compensa tudo com uma carga emocional fortíssima. É um lembrete visualmente deslumbrante sobre os limites da ciência e a responsabilidade humana.

29Wed
Hamnet

Hamnet

É sempre um desafio adaptar uma obra que vive tanto da prosa interna e do luto silencioso, mas o filme consegue traduzir a melancolia de Maggie O'Farrell para as telas com uma beleza tocante. A direção opta por um ritmo contemplativo, permitindo que o peso da ausência de Hamnet seja sentido em cada enquadramento. O grande triunfo aqui é a atuação central. A força e a dor da protagonista ancoram o filme, transformando o que poderia ser apenas um drama de época em um estudo profundo sobre a maternidade e a criação artística como forma de sobrevivência. A fotografia é primorosa, capturando a textura da vida rural e o contraste entre a luz da infância e a sombra da perda. O filme entende algo essencial: a dor não é grandiosa, ela é cotidiana. Ela mora nos intervalos, nos olhares que não se encontram, no tempo que insiste em passar mesmo quando tudo deveria parar. "O luto é uma erva que cresce no escuro."

29Wed
Monster

Monster

Quem é o monstro?  Que filme espetacular… ele não apenas revela novos fatos, mas destruí nossas próprias percepções como espectadores. Ele faz você se questionar “quem é o mostro?”, quando na verdade o “monstro” somos nós que julgamos precipitadamente sem saber o outro lado da moeda. Não é um filme sobre quem cometeu um erro, mas sobre como todos nós falhamos ao olhar apenas para uma direção. 
O Final não revela um plot twist, mas uma lição de humanidade, no fim, o "monstro" não é uma pessoa, mas o abismo de falta de comunicação e as pressões de uma sociedade que não sabe lidar com a diferença. “Se apenas uma pessoa pode ter isso, então não é felicidade. A felicidade é algo que qualquer um pode ter. Onde quer que você esteja, se você for feliz, isso é renascimento.”

29Wed
Perfect Days

Perfect Days

-Aproveitar a vida com Perfect Days É um filme de como o ser humano vive a vida só que... mais humano. É raro ver algo tão normal sendo retratado, as vezes esquecemos de como a nossa vida é automática, mas o valor está nós pequenos detalhes, naqueles detalhes que nós gostamos e sentimos mais felizes com isso. Perfect Days diz tudo usando o mínimo de palavras possíveis, ele nós mostra que a vida "comum" é, na verdade, um privilégio extraordinário pra quem sabe olhar. É uma terapia pra desacelerar a mente e para ver a beleza nas minúcias da rotina. Assistir esse filme é como fazer uma limpeza mental de tão calmo que ele é.

29Wed
BTS: THE RETURN

BTS: THE RETURN

"Na Grécia antiga, existiam duas formas de pensar sobre o tempo: uma é Chronos e a outra é Kairos. No exército, nós tínhamos que fazer a mesma coisa repetidamente. O tempo apenas passava — isso era Chronos. Mas aqui em LA, o tempo com os membros, minha segunda família, isso parece Kairos." -namjoon Sempre entendi o tempo como Chronos: os dias passando, a espera angustiante, os anos de hiato que pareciam não ter fim. Mas assistir a este documentário me fez entender o que é, de fato, Kairos. Depois de 7 anos acompanhando o BTS, percebi que o tempo que passei com eles nunca foi sobre minutos ou horas no relógio, mas sobre os momentos em que o mundo parava. Estar aqui em 2026, vendo os sete juntos novamente, é viver o "tempo oportuno". É aquele instante sagrado onde o trauma e a saudade se dissipam para dar lugar à cura. Eles são o meu Kairos. Com eles, o tempo não "passa"; o tempo floresce. Como o documentário mostra tão bem, lar não são quatro paredes, são essas sete vozes que transformaram meu deserto em oceano. Eles me salvaram no passado e continuam sendo o meu momento certo no presente. Não é "apenas" um documentário sobre música; é um registro sobre resiliência, tempo e uma conexão que o mundo não consegue explicar, só quem sente entende. Ver o processo deles, a vulnerabilidade e o alívio de estarem juntos de novo me destruiu e me reconstruiu ao mesmo tempo. Uma obra-prima sobre o que significa estar vivo e, finalmente, de volta para casa.💜

29Wed