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Freddy's Dead: The Final Nightmare

Uma ideia perdida é sempre uma tristeza

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Freddy's Dead: The Final Nightmare

Eu entendo e gosto muito da ideia de fazer um filme que seja aprofundando o Freddy e gosto mais ainda que isso seja feito sem inocentar ele mesmo que ele tenha uma origem conturbada, eu achei maravilhosos o que tentaram fazer aqui mas não dá pra deixar passar a quantidade de momentos toscos, o mal uso excessivo de cgi e as mortes péssimas, fora apostar em uma ideia repetitiva do final do primeiro filme. Eu sinto que esse filme é uma mistura de coisas dos demais filmes, mas assim, temos um elenco até que carismático e micros bons momentos, fora que eu acho interessante a ideia de usar o Freddy e seus "poderes" pra explorar o mental das vítimas, seja os traumas ou os sonhos e desejos, percebo que isso vem sendo feito desde o terceiro filme. Ele falha, mas não acho que seja o patinho inútil da franquia, dá pra apreciar a construção e os detalhes da história do Freddy que tentaram fazer, mas não da pra ignorar que o CGI de má qualidade destruiu o visual do filme. Tinha potencial, falhou pela mistura.

Pretty in Pink

Não é preciso se doar para amar.

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Pretty in Pink

"É...sabe de uma coisa...Você pode dizer que a vida em si é uma tradição estúpida""" "Se Tina turner pode fazer Jack Walsh também pode" "— Madonna pra mim é solene, horrível. — É solene, mas ela tem um grande estilo" "— Não teve uma vez esse ano que eu nao vi voce ou nao falei com você pelomenos 20 vezes — Isso se chama devoção." "Se eu odiasse ele so porquê ele tem grana seria o mesmo que ele me odiar porquê eu não tenho" ■■■■ Não sou muito fã de filme de romances mas minha parte favorita deles é o primeiro contato entre os casais, e aqui o primeiro contato da Andie com o Blane é uma das coisas mais singelas do cinema. A Molly tem um poder de dar uma sensibilidade genuina as suas personagens e Andie twm essa sensibilidade ao mesmo tempo que tem uma potência e um conhecimento de si, ela não deixa nada pra depois, ela faz ela quer a verdade e ela sabe e confia no que acredita ao mesmo tempo que só deja ser genuinamente amada mas sem querer se perder por isso. Duckie é muito divertido, ele é um doce de pessoa, mas a obsessão dele por ela me irritou um pouco, mas eu entendo e ele é um ótimo amigo. Outra coisa, ela TRABALHA em uma loja de discos, tudo que eu queria. O Blane (Andrew McCarthy) também é outro personagens cheio de sensibilidades, ele é um amor e os olharws para Andie em tela é quase como um choque vivo, acalenta. Uma coisa que esse filme tem de sobra e que eu adoro são personagens vivos, cheios de personalidade e egocêntricos em sua essência, todos são assim, mas a Iona é de outro mundo, uma mulher mais velha cheia de ideias, um senso de humor sem igual e uma elegância e personalidade inimensuravel. A Annie Potts dá um show de presença em tela e é a personagem dela é a presença feminina que Andie precisa. Eu acho que o filme fala não só sobre classes sociais, acho que isso é uma das ultimas coisas a ser aprofundada aqui. Na minha interpretação a obra é mais sobre amor próprio e a ideia deturpada que as pessoas tem de que precisam se adequar a quem elas amam ou acham que só por amar essa pessoa ela deve algo por esse amor e principalmente sobre se manter firme em si e ao amor diante de pressões. Temos muitos exemplos. O Duckie ama a Andie de um jeito absurdo, isso transborda no filme e ele acredita que ela deve amor a ele por isso e por eles serem iguais, e não, mesmo ele sendo um amor ou extremamente romântico ela não deve nada. A Iona é outra personagem que se apaixona por um cara que começa a se adequar a ele, até o estilo dela muda como se ela achasse que devesse isso a ele por ele ser rico e gostar dela Ja o Pai da Andie perde a própria vida, o próprio tempo, a autoestima e os momentos com a filha por uma mulher que a abandonou. Resumindo, o filme é sobre isso, todos os personagens perdem coisas que não precisavam perder pra se doar por pessoas que não merecem. O Duckie perde o autorrespeito e a amizade com a Andie, sendo que ela não quer ele. O Benny perde a própria palavra e a própria integridade por amigos que nem gostam dele de verdade. O pai da Andie perde o tempo de vida, a saúde e o progresso por uma mulher que o abandonou e a Iona perde e entrega a própria personalidade por um homem que acaba de conhecer. Todos doam algo, menos a Andie, a protagonista, o filme todo ela se recusa a entregar suas opiniões, sua identidade, seus looks, e tudo quem ela é pelo Blane ou por qualquer outro. O filme é sobre identidade. Inclusive é simbólico o fato dela juntar roupas importantes de duas pessoas que ela ama muito (Iona e o pai) e fazer uma só pra ir um momento importantes da sua vida, ela se veste de si. A Garota de Rosa Shocking é sobre isso, não é preciso perder nada pra amar, o amor tem que ser soma e não da pra amar se você não se ama e não tem capacidade de se manter diante das divergências do amor.

Wes Craven's New Nightmare

Metalinguagem e uma homenagem: não tinha como errar

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Wes Craven's New Nightmare

Quero começar dizendo que foi uma delícia assistir o filme e ver em telas três atores que eu sou apaixonado: Miko Hughes, a performance dele em Pet Sematary (1989) é uma das melhores coisas do filme, a Heather Langenkamp que eu me apaixonei pela beleza e pela elegância assistindo a franquia e a Lin Shaye que aparece no primeiro filme da franquia e eu AMO ELA por conta da Elise de Sobrenatural. Esses três são meus pilares, adoro eles! Segundo, acho que esse filme foi uma grande homenagem a toda história da franquia em si, eu sinto que ele tem duas partes: a primeira é os filmes mais sombrios da saga que ainda não tinha chegado do Freddy cômico dos filmes farofa, e a segunda parte (se iniciando na cena da estrada) seria uma homenagem justamente aos filmes farofa, com toda aquela coisa dos bonecos e os efeitos práticos para cenas exageradas, eu gostei muito disso. Achei que quiseram trazer toda a história da franquia até pro visual. Novamente, o Miko Hughes e a Heather Langenkamp contracenando juntos é a melhor coisa do filme, eu sinto que a trama toda é um duelo de quem é mais carismático entre eles, o Miko então manteve as expressões e ele ja se mostrava incrível desde as cenas dem Pet Sematary, a Heather evoluiu muito em dez anos e isso transborda em todos os trejeitos dela. Pra mim o filme só pecou no CGI tosco usado na cena da estrada, apesar de ser minha cena favorita porque eu tenho certeza que é referência a Pet Sematary. E pecou um pouco na coloração do filme, que parece muito um documentário e não um filme em si, mas talvez tenha sido proposital pra dar o ar de realismo. Foi muito divertido assistir esse depois de maratonar a franquia, porque as referências e as homenagens iam surgindo na minha cara e eu ficava tipo: eu sei!! Eu lembro!! Eu assisti isso!! Então eu ficava empolgando procurando referências. A metalinguagem de Wes e a genialidade dele foi o ponto principal aqui, gosto de verdade!