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BatatinhaQuandoNasce

February 2026

Celluloid Nightmares

Celluloid Nightmares

É um Mocumentário bem desenvolvido até, onde mostra as nojeiras da indústria de filmes adultos japoneses em busca de cada vez mais exploração de fetiches, mas não me surpreendeu tanto quanto o filme de 1988 do diretor Hisayasu Satō que claramente foi usado de inspiração. A menção do Shunji Iwai foi muito aleatória hahahahah.

21Sat

October 2025

Peeping Tom in the Dressing Room

Peeping Tom in the Dressing Room

kkkkkkkkkkkkkkk

24Fri

September 2025

Akira Kurosawa: My Life in Cinema

Akira Kurosawa: My Life in Cinema

Muito interessante ver como o Akira Kurosawa pensava diferente dos diretores japoneses de sua época, mesmo que a sua formação tenha sido inteiramente dentro dos estúdios de cinema. Apesar do diretor não ser considerado uma influência na Nouvelle vague japonesa, assim como o Nagisa Ōshima que buscava rouper com as tradições dos estúdios e ser mais experimentalista, ele também trilhou seu próprio caminho para desenvolver seu estilo autoral como diretor e roteirista. Nagisa Oshima teve uma relação crítica e de revolta com a obra de Akira Kurosawa em sua juventude, vendo Kurosawa como um cineasta condescendente com o público ocidental, que representava para Oshima o oposto de seu desejo por um cinema japonês autêntico. Contudo, essa posição amoleceu com o tempo, e Oshima entrevistou Kurosawa em 1993, demonstrando um respeito mútuo entre os dois ao final de suas carreiras. Oshima, como um jovem cineasta de esquerda, revoltou-se contra o estilo de Kurosawa, que ele via como uma concessão aos gostos e valores ocidentais para garantir a presença do cinema japonês no público mundial. A obra de Oshima, especialmente filmes como "O Império dos Sentidos", era um contraponto direto à censura e ao humanismo de Kurosawa, com Oshima defendendo que a verdade não era obscena.

30Tue
Murder-Set-Pieces

Murder-Set-Pieces

Esse filme é um desserviço para o sub gênero de serial killers.

20Sat
They Live

They Live

Eles vivem e continuam vivendo…

9Tue
Dressed to Kill

Dressed to Kill

É interessante como o diretor, além fazer uma homenagem ao clássico "Psicose" de Hitchcock, também referencia os sub gêneros do Giallo e do Slasher. O Giallo apresentado justamente com a lógica do "Who done It?", além de tratar os símbolos do gênero, como luvas de couro e uma morte performática. Já o Slasher, é trabalhado após a cena do museu onde a personagem Kate embarca em um táxi a caminho da infidelidade com um estranho onde mais tarde sabemos que ele é soropositivo e acabou de adquirir a "marca da maldição" ao saber que o parceiro com quem se relacionou era soropositivo. Todos os signos de ambos os gêneros são postos na mesa para que a assassina apareça com a sua lâmina de barbear. Dito isso, é um filme bem problemático no seu Plot Twist, onde é feito um paralelo do transtorno mental psicose de Norman Bates com a transexualidade de Robert Elliot (Michael Caine). A explicação é tratada de forma grosseira como se fosse uma "disforia de gênero" capaz de tornar a personagem uma assassina. Contudo, é necessário compreender a idade do filme para não cometer nenhum anacronismo, e reconhecer como Hollywood vem aprendendo com os seus erros.

2Tue
Sea of Love

Sea of Love

Um filme despretensioso com o Al Pacino digno de uma sessão da tarde. Uma mistura de suspense com erotismo na trama de um policial que investiga uma série de assassinatos e também com uma "femme fatale" quase o levando para cemitério.

2Tue

August 2025

Peeping Tom

Peeping Tom

A coincidência do lançamento "Peeping Tom" de Michael Powell e "Psicose" do Alfred Hitchcock ambos serem no mesmo ano só mostra o poder do cinema na década de 1960. Esse filme também é a frente do seu tempo por vislumbrar o que viria ser o subgênero do slasher nas décadas de 70 e 80, mas mesmo assim a partir dele os críticos extremamente ignorantes e moralistas ajudaram a afundar a carreira do diretor. O desenvolvimento de um assassino com "escopofilia" adquirida como uma maldição por um pai cientista e extremamente egoísta faz a crítica ao voyeurismo dos espectadores.

24Sun
Sorcerer

Sorcerer

Toda a história começa como um filme do subgênero de máfia ao mostrar todos os personagens se envolvendo em delitos onde para fugir das consequências vão parar na Costa Rica. No entanto, o gênero muda a partir do momento em que por dinheiro todos eles são submetidos a uma missão suicida para transportar nitroglicerina. O diretor transita entre os gêneros de aventura e um suspense psicodélico na tentativa dos personagens conseguirem dinheiro para uma vida melhor.

22Fri
Re-Wind

Re-Wind

O diretor Hisayasu Satô faz uma releitura do clássico "Peeping Tom", mas agora para criticar apelação do cinema erótico japonês Pinku Eiga. O voyeurismo presente nas filmagens em VHS dos assassinatos denota a desumanização da indústria pornográfica japonesa como um instrumento de controle e dominação. A lâmina anexada na câmera, além de simbolizar um objeto fálico e penetrante, dilacera as vítimas presentes nas filmagens tão prontamente quanto os pedaços de celuloide são cortados para que aconteça a edição. Assim como o diretor Brian De Palma retrata em sua obra "Blow Out", o cinema é feito para satisfazer os pervertidos que gozam no conforto do "olhar sem ser visto". A assimilação do filme Videodrome de 1983 também é feita ao criticar esse hiper estimulo, mas agora tratado na indústria pornográfica japonesa. É também impressionante como o filme "Blow Up" do Michelangelo Antonioni inspirou uma legião de diretores em trabalhar com o voyeur.

22Fri
The Color of Pomegranates

The Color of Pomegranates

O filme é um tratado visual que mostra de forma não linear e através de muitos simbolismos a vida do poeta armênio Sayat-Nova. É possível notar todo o sincretismo da religião católica com a cultura armênia através das cenas performáticas com vestimentas e maquiagens em planos como se fossem pinturas vivas saindo da tela. Os temas sensualidade, sofrimento, paixão e morte estão presentes no decorrer das performances teatrais enigmáticas.

1Fri

July 2025

Sweet Home

Sweet Home

Esse filme não é um convencional J-horror como os exemplos Ju-On, Noroi, Ringu e entre outros… O diretor Kiyoshi Kurosawa fica a vontade para usar feitos práticos nesse filme afim de representar o surrealismo de uma casa mal assombrada. Além disso, a título de curiosidade, ele utiliza a mesma locação assustadora da obra Pulse que faria anos mais tarde. É um filme muito influenciado pelo cinema de terror americano dos anos 80, mas também se aproveita da base do folclore japonês na construção de um fantasma atrelado a um sofrimento em vida que o impede de passar para o mundo espiritual em paz. A trilha sonora característica estadunidense contrasta com o usado comumente no Japão daquele período.

30Wed
Harakiri

Harakiri

"Esse mundo nunca vai ter piedade de você, mas o que ele mais quer é piedade de você."

24Thu
Salò, or the 120 Days of Sodom

Salò, or the 120 Days of Sodom

"Elas não sabem que a burguesia nunca hesitou em matar os próprios filhos." Salmos 106:37-39 Sacrificaram os seus filhos e as suas filhas aos demônios. Derramaram sangue inocente, o sangue dos seus filhos e filhas, sacrificados aos ídolos de Canaã; e a terra foi profanada pelo sangue deles. Tornaram‑se impuros pelos seus atos; prostituíram‑se com as suas ações. Pasolini, como um crítico radical, usa a Bíblia para denunciar a hipocrisia, assim como os profetas do Antigo Testamento condenavam a corrupção dos poderosos. O salmo é um lamento sobre a falha humana e a consequência do pecado. Pasolini pode estar sugerindo que a sociedade (como a República de Salò) repete os mesmos erros bíblicos, mas sem consciência do divino. Além do salmo, Salò tem outras alusões bíblicas: - Os quatro poderosos (juiz, duque, bispo, presidente) lembram as quatro bestas do Apocalipse ou até os quatro cavaleiros (peste, guerra, fome e morte). - A estrutura em círculos (Antinferno, Círculo das Manias, etc.) remete ao Inferno de Dante, cheio de pecadores sendo punidos. - O final: A cena dos jovens sendo executados enquanto dois soldados dançam ao som de "Sur le pont d’Avignon" pode simbolizar a banalização da violência, como um ritual sem sentido.

23Wed
Stories Our Cinema Did (Not) Tell

Stories Our Cinema Did (Not) Tell

Admiro a compilação trabalhosa e minuciosa dos filmes de pornochanchada, é impressionante como a ironia com a sacanagem fazem parte da identidade do brasileiro.

16Wed

June 2025

As Tortas e As Cucas

As Tortas e As Cucas

É um curta que assume o delírio do personagem com a correria do cotidiano mesmo com a simplicidade de seus traços tortos. A trilha sonora com músicas brasileiras misturada com às do suspense semelhantes a de Hitchcock, acho que esse é o meu palpite de inspiração hahaha, constroem a mise en scène.

4Wed

May 2025

Out of the Past

Out of the Past

E todo mundo se fudeu… Claro! menos o mudinho.

19Mon
High and Low

High and Low

Akira Kurosawa mostra o porquê é um mestre do blocking e gerenciamento do tempo.

18Sun
Satan's Feats in the Village of Take-and-Bring

Satan's Feats in the Village of Take-and-Bring

"Pai, essa comida é de mentira! Pai, é tudo de mentira!" E depois corta para a porra do bode preto sendo carregado kkkkkkkkkkkkkk

16Fri
Same Old West

Same Old West

Erico Rassi tem um total controle da ambientação e fotografia desse árido "Faroeste Feijoada", mas um roteiro mais robusto poderia ter dado um ritmo melhor à obra, mesmo com o uso do silêncio e vazio intencionais. Todos ali são reféns da decadente masculinidade onde se parte do principio de que qualquer mulher deve ser tratada como uma propriedade. Entretanto, o egoísmo que mata o amor e a consideração de qualquer ser humano, é também o que motiva o fim de muitos relacionamentos dos envolvidos na trama. O gênero do faroeste foi usado nos EUA como forma de construir uma identidade nacional a partir do arquétipo modelo do homem imperialista, conquistador e de poucas palavras. Todavia, o filme brasileiro subverte esse ideal de virilidade que esteve tão presente nos antigos "Bang Bangs", pois nos dias de hoje essas figuras estão ultrapassadas e condenadas a vagar na solidão de suas vidas. O uso da música de Nelson Ned "Tudo Passará" no bar lava a alma do personagem Totó quando o mesmo se da conta que não há nada que se possa fazer sobre a sua ex-companheira. O roteiro ironiza as ações dos personagens movidos a possessividade onde os mesmos ali passando por situações muito próximas não conseguem estabelecer diálogos simples e conciliadores. O clímax é também arrastado para o final com certa hipocrisia na morte de um dos envolvidos que serve de espelho para Totó e Jerominho. Contudo, toda a construção de um ambiente pobre, sujo e largado pela modernidade do centro oeste em meio a vegetação seca criam o arquétipo de bêbados, descuidados e ressentidos a procura de uma companheira para suas vidas.

15Thu