Diary
April 2026

Michael
há artistas que fazem sucesso, e há aqueles que atravessam gerações como se nunca fossem embora. michael jackson sempre me pareceu desse tipo raro, alguém que transformava som em acontecimento e presença em algo quase impossível de ignorar. ‘Michael’ me envolveu do início ao fim. mesmo conhecendo alguns capítulos de sua vida, ainda senti entusiasmo cada vez que uma canção surgia, como a construção se desenvolvia, algo de familiaridade das músicas reacendendo a sala de cinema. o filme funciona melhor quando entende que michael nunca foi apenas uma figura pública. existia o astro absoluto, o perfeccionista, o homem observado por todos e, ao mesmo tempo, alguém marcado por fragilidades difíceis de esconder — um humano preocupado em levar sua mensagem para todos, fazer as pessoas se sentirem ouvidas — essa contradição sempre fez parte do fascínio em torno dele, e a produção consegue captar parte disso sem transformá-lo em algo distante demais. jaafar é, sem dúvida, o centro de tudo. como ele consegue ser tão parecido? a forma como incorpora gestos, expressões e a energia corporal que tornavam michael tão ele. também achei importante que o filme não apagasse totalmente os aspectos mais desconfortáveis da trajetória familiar. a dureza de certas relações (a do pai em completo destaque) continua presente, especialmente quando poder, cobrança e interesse passam a ocupar o lugar do afeto e apoio. onde o longa mais perde força, para mim, é na pressa. há fases inteiras que mereciam mais cuidado, mais desenvolvimento e mais espaço para respirar. ainda assim, ver tudo isso no cinema acrescentou uma camada especial à experiência. havia pessoas de várias idades, fãs empolgados, comentários animados antes da sessão começar e aquela sensação coletiva de estar prestes a revisitar algo importante. não parecia somente uma estreia, era como se todos estivéssemos esperando o ressurgimento do michael em algum momento, ao vivo. e preciso admitir, ouvir essas músicas em caixas de cinema já teria valido a ida! quando entrou o solo de guitarra de ‘Beat It’, fiquei genuinamente feliz de um jeito completamente inesperado. sabe aquelas alegrias pequenas e sinceras que surgem sem aviso? me senti exatamente assim. não é um filme impecável, e na verdade nem precisava ser para funcionar comigo. sai da sala com nostalgia, entusiasmo e lembrando que algumas presenças continuam enormes mesmo na ausência. sai pensando mais nele como pessoa do que como artista, e isso meio que já diz muito. 𝗽𝘀: espero que a parte 2/continuação tenha a mesma essência e conforto que senti ao assistir esse filme. dito isso, the king is still with us.
March 2026

Entergalactic

War Machine
PAPO RETO.
February 2026

Sinners
eu não dei review na época q eu vi, e irei dar agora! eu sinceramente acho que pecadores deveria ter ganhado todos os prêmios que foi indicado nas categorias em geral — é surreal o quanto o filme é BEM feito! fato que michael b jordan fez um show de atuação sendo dois personagens com jeitos extremamente diferentes e você conseguia reconhecer por QUALQUER palavra mesmo SENDO GÊMEOS. a história é excelente, muito interessante fazerem um filme de época inspirado em um enredo de vampiro, terem incluído todo o contexto racial e no final tudo se encaixar perfeitamente. a soundtrack nem se fala, até hoje acho que “i lied to you” deveria ter mais reconhecimento. dito isso, negros no topo sempre.

Primate
eu ainda fico indignada como um animal consegue se comunicar em libras com um ser humano, acho literalmente extraordinário. anyway, matança atrás de matança, mas já se espera isso pelo histórico do que a doença raiva faz.

The Housemaid
eu não vi literalmente nada e não peguei nenhum spoiler do filme — ent eu fiquei completamente SEM REAÇÃO em vários momentos! como era POSSÍVEL um homem DAQUELE enganar o cinema todo? dito isso, realmente cinema.
December 2025

To All the Boys I've Loved Before
“quando eu e o peter ficamos juntos, eu não achei que ia ficar tão insegura com o passado dele com a jen; mas pra tudo que eu fazia pela primeira vez com ele, ele já tinha feito… com ela.”

The Others

Me Before You
“isto, essa noite, estar com você, é a coisa mais maravilhosa que você poderia fazer por mim.”

Wicked
a gente não tá vivendo no mesmo mundo
November 2025

The Princess and the Frog

Psycho
um clássico, talvez um pouco superestimado demais? talvez, mas um clássico.

Friday the 13th
September 2025

BTS Most Beautiful Moment in Life: Epilogue
— “youth is never coming back, but our most beautiful moment in life is still yet to come.” meninos, como pode tanto amor em uma única escolha? faz oito anos que a palavra escolha ganha um significado cada vez maior para mim. em algum momento, eu apenas senti que eram vocês — e, desde então, tudo seguiu naturalmente. a vida nunca foi fácil. existem decisões difíceis, dias vazios, silêncios que pesam. ainda assim, de algum jeito, vocês tornam o caminho mais leve, mais compreensível. não sei exatamente como fazem isso, mas conseguem. não sei se foi a nostalgia que ajudou a moldar quem sou hoje, mas sei que sinto falta de muitos momentos bonitos que vivi, e tantos deles moram nas músicas de vocês. músicas essas que caminharam comigo em fases diferentes, que dividiram espaço com meus dias, minhas dores e minhas alegrias. em cada uma delas, encontrei conforto. em cada um de vocês, enxerguei um pouco de mim. de qualquer forma, por mais clichê que isso soe, os anos podem passar, novas fases podem chegar, a primavera pode correr inúmeras vezes… os sete sempre estarão ao meu lado. acho que vocês são meu coração. e meio que isso, por si só, já diz muito.

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

The Notebook
365 cartas...

Bring Her Back

My Oxford Year
eu acho que viver o luto, é descobrir mais sobre si mesmo; de repente o mesmo escolhe que você deveria se fechar para novas experiências, em outras ele escolhe que sua melancolia molhe todas suas decisões. as vezes pensar em como seria ouvir a voz novamente, saber que novas versões não serão vista por ela, não serão comentadas, compartilhadas. acho o luto egoísta. mas não o culpo, ele abre sentimentos que não observamos, nunca sentimos, nunca discutimos. abre portas para ver a vida com mais verdade, ter a consciência que tudo acaba. uma hora, faz você querer fazer de tudo para aproveitar — guardar momentos, abraçar repentinamente e até sentir-se culpada por rir demais em um momento aonde você deveria se sentir solidão. imagino que alguns reprimam isso, reprimam sentimentos e deixam de lado companhias por não querer lidar, ou por querer sentir paz sem se preocupar com os pensamentos. é um vazio cheio, a insônia te persegue mesmo quando você somente quer descansar de tanto peso. acho que ela nunca foi minha amiga, mas por algum motivo ficar triste se tornou em momentos conforto. acho que no meu caso, a melancolia se tornou dia.

Heretic
