Reviews forClose

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Close

⁠Você sempre me esperou e agora me abandona?

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ana
Close

“close” me pegou de um jeito que eu nem tava esperando. a cinematografia é muito linda, tudo parece tão calmo e ao mesmo tempo tão carregado de sentimento, como se cada cena tivesse algo preso ali. o que mais dói é como o filme mostra a perda da inocência. não é exagerado, é aquele tipo de dor quieta, sabe? aquela fase confusa em que você ainda tá tentando entender o que sente, mas o mundo já começa a te pressionar e bagunçar tudo. vi gente culpando o léo pelas atitudes dele e sinceramente… não faz sentido. ele não é o vilão da história. ele também é uma vítima. a homofobia, o medo, a pressão dos outros, tudo isso pesa demais em cima dele. é muito fácil julgar olhando de fora, mas ele só era um garoto perdido tentando lidar com coisas que nem ele entendia direito. é um filme que não força emoção, ele só mostra as coisas como são. e mesmo assim, ou talvez por isso, machuca muito.

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marii
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Eu não consigo expressar o quanto esse filme me deixou triste e angustiada do começo ao fim, e tudo fica pior quando eu lembro que o Remi e o Leo eram apenas duas crianças quando tudo aconteceu. O que mais me deixou triste foram os comentários maldosos das outras crianças contra o Leo, chamando ele de “viado” apenas por ser próximo do seu melhor amigo e por expressar esse carinho fisicamente. Isso mostra o quanto esse tipo de comentário pode afetar alguém a ponto de fazê-lo mudar completamente por causa disso.

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maycon
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Close é daqueles filmes que não só contam uma história — eles atravessam você. Acompanhamos Léo e Rémi, dois garotos de 13 anos cuja amizade é tão intensa e natural que parece impossível imaginar um sem o outro. E talvez seja justamente por isso que o impacto emocional do filme seja tão forte: ele fala sobre a delicadeza das relações na adolescência e sobre como o mundo, às vezes, é cruel com aquilo que é puro. A direção do Lukas Dhont é extremamente sensível. Ele filma os meninos com uma proximidade quase íntima, como se a câmera estivesse tentando proteger algo que já sabemos que vai se quebrar. E quando a pressão social começa a entrar — os olhares, os comentários, as suposições — a narrativa muda de tom de um jeito que dói, porque é real demais. O desempenho dos jovens atores, especialmente Eden Dambrine, é absurdo. Ele carrega o filme com uma vulnerabilidade que parece improvisada de tão natural. Há cenas em que ele não diz nada, mas você entende tudo só pelo olhar. É o tipo de atuação que fica com você dias depois. Visualmente, o filme é lindo. Os campos de flores, as cores suaves, a luz natural — tudo isso contrasta com o peso emocional da história, criando uma sensação de beleza que machuca. A trilha sonora é discreta, quase tímida, mas aparece nos momentos certos, como se estivesse respeitando o silêncio dos personagens. Close é um filme sobre amizade, perda, culpa e a dificuldade de lidar com sentimentos que nem sempre sabemos nomear. É delicado, devastador e profundamente humano. Não é um filme para “assistir e esquecer”. É um filme que te acompanha.