Diary entries forGanja & Hess

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congratulashayla

Ganja & Hess

O vampiro que renega a figura mítica ocidental e um cinema mais formal em prol da experimentação visual. Meio místico ter visto esse depois da experiência insossa de Pecadores, não para comparar ambos, mas para perceber como o Blaxploitation oferece uma possibilidade visual e narrativa que pega tropos do cinema de gênero consolidado e os inverte para caber em temas que são tão custosos a algumas pessoas e arranhados por quem não consegue replica-los de uma forma tão satisfatória. O elemento de ancestralidade e resistência através de uma memória que não existe perdura aqui. O pastor de uma igreja negra dos EUA se torna conselheiro de um magnata que é viciado, mas não por drogas e sim sangue. De cara o vampiro já é revelado, mas ao contrário do que se espera ele não atende a uma cartilha de regras ocidental. O vampiro é negro, o sol não o afeta, o sangue é uma necessidade, mas ele não é o animal sedento – inclusive acho genuíno a forma como ele é sensível nesse quesito onde o homem negro que não é mais "humano" não é um ser desumano – os símbolos de ancestralidade ganham a tela, aquele espaço não é mais algo sagrado, o que é no mínimo curioso quando os personagens sonham e tem vislumbres de uma cultura e uma vida que eles não tiveram. A própria forma de transformação é menos ortodoxa e reforça esses símbolos, então é a adaga de osso, a mobília da casa que remete a um período longínquo e os elementos cênicos em si. As cruzes aqui são improvisadas, não existe uma cruz bem feita de metal nobre e com uma figura sagrada, elas são em maioria de madeira e nada ergométrica. O tema do sangue como fator de calor, por mais que o vampiro seja um corpo frio, também é algo que o filme explora muito bem principalmente quando o sexo é forma de comunhão e satisfação em ambas as esferas. Você transa com quem você ama tal qual você sente um desejo até que de fome e nesse paradigma os personagens de Ganja e Hess se completam. Ela é safica, sagaz e enxerida e ele é pragmático, mas apaixonado por ela. A cena de ambos tendo o primeiro contato carnal de jeans é uma cena tão bonita quanto tesuda e quando ambos estão na mesma sintonia ele a quer pra sempre e aqui é um instinto de preservação que existe do impulso, no começo já é mostrado que o vampiro aqui é mais frágil, o vampiro preto é tão fácil de matar quanto um homem comum, mas esse sentimento de paixão faz com que um crie o outro contra sua vontade e mesmo com essa paixão tão intensa, o sentimento de comunidade é uma necessidade e aqui eu gosto como a idéia de comunidade novamente não é abraçando a lógica expansionista do vampiro colonizador, mas retornar ao seio da comunidade negra dos EUA que é a igreja, o final na igreja, aquela pregação e a celebração é o inverso do solo sagrado que espanta o mal. O vampiro não ortodoxo não é espantado pela comunidade ao qual ele já pertencia, é uma espécie de ovelha desgarrada que volta pra casa e é novamente acolhida e mesmo o final sendo algo relativamente pessimista, a cena final levanta essa idéia de liberdade do corpo, da alma e do indivíduo como um todo. O Blaxploitation que aborda seu mundo de uma forma visual, desafiadora e que exige mais do que você ouve do que você vê, e sem se desvirtuar de sua base e mesmo que isso ocorra, ele volta pra sua base, sua origem de comunhão, seja igreja!

2d ago
AllBeef's profile
AllBeef

Ganja & Hess

Hooptober 9 (https://boxd.it/iw0h4) #18 of 33 • 1 of 2 1970s regional US (https://letterboxd.com/maxwren/list/regional-horror-films-1958-1990/decade/1970s/) films AND 4 of 8 different decades (https://letterboxd.com/films/genre/horror/by/release/size/small/) (1970s) Experimental and allegorical, but not my cup of tea. Sorry.

7d ago
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ems

Ganja & Hess

Beautiful people, haunted romance, vampirism as disease & a mean of survival, lingering shots of black literature & art, intimacy drenched in distinctly 70s sensuality. I completely turned myself over to this one.

8d ago
nathansnook's profile
nathansnook

Ganja & Hess

Pure poetry, the black body and how it is to be. The stab. The photo of the saxophonist. Cheeks full of tenor. Or agony? Crucifix in the shower, soul in echoes, more spiritual than religious, more dizzying than dreams. Blue denim, white shirts. 35mm, film grain everywhere. The drawn out church scene. The slow motion. The groaning. Singing? Is it a prayer or a cry for help? Is it born from the soul, pleasure or pain? Hunger and thirst, blood and sweat. Bold, feverish, and completely ahead of its time. It is perhaps the greatest vampire film ever made.

10d ago
Aly Jay's profile
Aly Jay

Ganja & Hess

Hooptober 7 Film #15 Ganja & Hess I knew about this movie from clipping.’s album There Existed an Addiction to Blood.Tracks from this movie are sampled in one of the songs and the title of the album comes from a line in the opening song of the movie. Anyway, the music is definitely my favorite part ofGanja & Hess. That and the gritty look of the film give it such an interesting vibe. This is unlike anything I have ever seen. I really enjoyed how experimental it can be. As far as story goes, I felt like there wasn’t all that much there. And towards the end it becomes pretty slow and begins to drag. Ganja & Hessdoesn’t feel like a movie in the way we are used to, but I appreciate how unique it is. I completely enjoyed the feeling it gave me while watching. Even though I can see why others wouldn’t like it, I think this is some real good art. 7/10

11d ago