Diary entries forWeekend
Weekend
[Russell] — “Você quer que todos pensem de forma independente mas, ao mesmo tempo, quer que todos concordem com você.” já tive uma surpresa de inicio quando vi que não seria sobre o Russell e seu amigo Jamie. fiquei os primeiros 40 minutos vendo ele e o Glen começarem a se relacionar já esperando o término pq pensei que a história fosse ter um rumo diferente, mas foi essa quebra de expectativa que melhorou a experiência. no primeiro contato com o Glen já senti um certo desgosto da minha parte. falando como pessoa, ele me deu a impressão de ser um homem sem futuro, daquele tipo que se relaciona com alguém só pelo calor do momento e prazer — é isso o que ele quer passar para as pessoas —, mas ao decorrer do filme vc percebe que tem muito mais camadas nele pra ser explorada. a conversa que ele tem com o Russell sobre relacionamentos foi o que fez girar a chave na minha cabeça e perceber o quão profundo ele é. o tipo de pessoa com o tipo de pensamento que te faz refletir a complexidade e as diferentes formas que cada ser humano tem de pensar sobre diferentes assuntos. a complicada relação dos dois abriu minha mente em questão de relacionamentos. sou uma pessoa que quer conhecer o amor da vida em situações casuais da vida; caminhando no parque, em um restaurante, cinema, e etc., tenho (tinha) preconceito com o ato de se relacionar com alguém que vc conheceu na balada ou lugares do tipo (é um preconceito que eu tenho comigo mesmo, algo que eu não queria pra minha vida. não se aplica a vida/forma de se relacionar das outras pessoas), mas depois de assistir esse filme e perceber que eles não só se conheceram em uma balada, mas criaram uma conexão muito forte e tudo isso em UM final de semana, me fez repensar tudo aquilo que eu mantenho como uma espécie de preferência na cabeça. por isso é importante ter contato com histórias diferentes e ter coragem pra escutar pontos de vista que possam ameaçam a sua atual forma de pensar. os filmes me proporcionam isso e eu amo.
Weekend
O mês do orgulho nem começou direito e eu já fui atrás de ver filme de gay, mas não só de gay, um que fez parte da minha adolescência quando eu estava me descobrindo. Eu sempre falo que revisitar filmes é uma atividade importante pra redescobrir valores e eu meio que apliquei isso pra mim a primeira vez em muito tempo. Aqui não só temos um filme de romance que acontece rápido e se acaba rápido, como existe uma discussão sobre moralidade muito interessante, ainda mais quando você olha pros dias de hoje que sexo é tão questionado, pior de tudo por jovens com menos de 30 anos. É bom ver como esse filme cria uma relação de amizade e um romance bem simples, mas funcional, dado o tempo em que se passa e a narrativa que alterna momentos rotineiros com o casal. Eu tenho uma relação de amor e ódio com Andrew Haigh, ele é o mais perto que um "novo Ryan Murphy" poderia ser. Tanto porque ele expressa histórias Queer, como ele tende a nos fazer acompanhar histórias que são desabafos íntimos. Existe dor, esperança, afeto, medo e uma carga emocional muito distinta. O que pode ser bom pra alguns, mas nao para outros e com razão até. Esse filme meio que foi literalmente eu nos meus 15/16 anos. E a cena em que um deles se assume pro outro, de forma a representar uma figura paterna ausente é algo que está tatuado na minha mente e na minha alma.
Weekend
from two days to TWO YEARS wtf
Weekend
love the visual, love the shot, love the vibes, love the calmness.