Reviews forCall Me by Your Name
cmbyn

em todas as obras, eu procuro o que eu senti quando li e vi cmbyn pela primeira vez. e a verdade é que nunca vou achar algo igual ou parecido. pode ser tortura ou maluquice ter esse filme como conforto e assistir várias vezes, mas é muito acolhedor ver o que você sente refletido em outra pessoa e a forma parecida como esses sentimentos são vividos. não tem nenhuma parte desse filme que seja rasa, tudo é intenso, se você reparar bem e sentir o olhar, as falas e os toques. “is it better to speak or to die?” sempre vai ser uma dúvida na minha cabeça, porque falar é a mesma coisa que morrer e não dizer nada também é morrer.
Brazil, i'm devasted!

Call Me by Your Name é aquele tipo de filme que não só conta uma história — ele captura um sentimento. E não qualquer sentimento: aquele amor de verão que chega sem pedir licença, muda tudo e depois deixa um silêncio que ecoa por anos. A direção do Luca Guadagnino transforma cada cena em algo quase tátil. Você sente o calor do verão italiano, o cheiro das frutas, o som distante das bicicletas passando. É um filme que parece vivido, não apenas assistido. Timothée Chalamet entrega uma das atuações mais vulneráveis da década. Elio é complexo, impulsivo, brilhante e completamente perdido dentro do próprio desejo. Armie Hammer, como Oliver, traz uma presença magnética — alguém que você entende imediatamente por que seria impossível não se apaixonar. Mas o que realmente faz o filme ficar na cabeça é a forma como ele trata o amor com uma honestidade rara. Não há melodrama exagerado, não há vilões. Só duas pessoas tentando entender o que sentem, num tempo e lugar onde nada disso era simples. A cena final de Elio diante da lareira é um dos momentos mais devastadores e belos do cinema recente. Guadagnino deixa a câmera ali, parada, como se dissesse: “sinta isso com ele”. E a gente sente. É um filme sobre descoberta, desejo, perda e, acima de tudo, sobre como algumas experiências marcam a gente para sempre — mesmo que durem apenas um verão.
⟡ call me by your name (2017)

“Is it better to speak or to die?” Primeiro de tudo, eu assisti esse filme pela primeira vez durante uma época bem específica da minha vida, e isso consequentemente fez com que eu criasse opiniões bastante conflituosas sobre ele. Não é necessariamente um filme que eu desgosto (ou, pelo menos, não desgosto mais), portanto, ao meu julgamento, não merece uma nota ruim/baixa. No entanto, Call Me By Your Name é uma obra que fez com que eu me sentisse desconfortável diversas vezes e, durante essas ocasiões, eu não conseguia identificar se esse desconforto era proposital — por parte do diretor e do roteiro — ou não. Isso me deixa um tanto quanto encucada, e acaba que, até hoje, eu ainda não sei qual nota exatamente dar para o filme em si. Para mim, esse filme é um terror psicológico dos piores, fora que a sensação de me ver no Elio também não foi lá a melhor coisa do mundo. Talvez tenha sido essa a intenção. Eu particularmente gosto de acreditar que foi. Apesar dos pesares, eu gosto muito da estética deste. Esse filme tem uma das fotografias mais lindas que eu já vi em toda a minha vida. Esse sempre será um puta mérito do Luca Guadagnino. O contraste da beleza do verão italiano com a melancolia — e até a tragédia — que essa história carrega é o ponto alto desse filme pra mim, e sempre será. A trilha sonora do Sufjan Stevens arrasa também.
⊹ ₊ ݁call me by your name (2017)

Eu ameeei tanto esse filme, e agradeço tanto a mim mesma por ter enrolado pra assistir, porque fiquei tao triste e com um vazio tao grande quando acabou. Eu gostei muito de todos os personagens, e acho que consigo me colocar no lugar de todos eles que tiveram alguma decepção (quero dizer: elio, oliver ou marzia). Eu tava tão ansiosa pra falar sobre Marzia, e dizer que gostei tanto dela, ela é tão linda e chega a ser um pouco intensa (não tanto quanto Elio, mas é), ela gostou realmente dele, e Elio sabia o que queria ou até mesmo estava confuso sobre isso, mas não usou as palavras e acabou machucando ela. Elio foi muito intenso, sentiu tudo do começo ao fim, e é muito forte que a frase “is it better to speak or to die” tenha sido ligada a ele, porque Elio sentiu tanto e se apaixonou tanto por Oliver que quando chegou a hora de ele partir e veio a tristeza, falar sobre tudo o que aconteceu, para Elio isso era o mesmo que morrer (mesmo que antes seu pai tivesse falado para ele não reprimir o que sentia). Não senti tanta pena de Oliver como senti de Marzia e Elio (na verdade não senti muito por Marzia, mas a pequena coisa que senti chegou a ser mais do que a minha dó por Oliver). Em certas partes é fácil ver quando ele está abalado, mas na minha percepção ele sente uma certa tristeza por ter vivido tudo aquilo e no final ter deixado Elio, mas não parece que ele fica profundamente triste de ter seguido em frente e deixado elio lá, como Elio ficou quando ele partiu e depois disse que se casaria. No meu ponto de vista Oliver gostou de elio, mas não chegou a se apaixonar como aconteceu com o garoto.